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	<title>Andrade Vieira</title>
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		<title>&#8230;pois é.</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 17:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; minha amiga tem uma  diarista há anos. Pessoa fiel, sabe de tudo no ambiente do lar e por pouco manda em todos. Claro que faz o que quer. No dia a dia a relação [engraçado... 'a relação', tudo agora é relação] parou de frutificar, e ao invés de melhorar, como tudo com o tempo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-634" title="humphrey-bogart-by-yousuf-karsh" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2011/04/humphrey-bogart-by-yousuf-karsh.jpg" alt="humphrey-bogart-by-yousuf-karsh" width="208" height="222" />&#8230; <span style="color: #ff0000;"><strong>minha</strong></span> amiga tem uma  diarista há anos.<span style="color: #33cccc;"><strong> Pessoa</strong></span> fiel, sabe de tudo no ambiente do lar e por pouco manda em todos. <span style="color: #cc99ff;"><strong>Claro</strong></span> que faz o que quer. <span style="color: #339966;"><strong>No</strong></span> dia a dia a relação [engraçado... 'a relação', tudo agora é relação] parou de frutificar, e ao invés de melhorar, como tudo com o tempo, fenece. deteriora, cai, distorce; ou se transforma. <span style="color: #0000ff;"><strong>Algumas </strong></span> coisas ou situações&#8230;melhoram. Assim mesmo; relativista e paradoxal. <span style="color: #808080;"><strong>Hoje</strong></span> em dia a relação entrou na  fase do jogo, um <em>game</em> que ninguém quer jogar mas participa de modo velado. <strong><span style="color: #00ff00;">Como </span></strong>mulheres vestidas em suas burcas. <span style="color: #ff00ff;"><strong>Denise Stoklos </strong></span>com sua fantástica mímica e intensidade corporal  saberia imitar esse jogo como ninguém. Não há nada direto, transparente. Há duas linguagens paralelas; uma é subterrânea, sombria, esquizo, cínica, a outra é a do discurso oficial. Convenhamos.<strong> <span style="color: #99cc00;">Sâo </span></strong>relações doentes. Insanas.<span style="color: #ff00ff;"><strong> Mas</strong></span> isso faz parte do <em>game</em>.</p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Chegou-se</span></strong> a um ponto em que a diarista quando esgota qualquer possibilidade de argumento [se é que o tem] apenas diz: &#8216;Pois é&#8230;&#8217;  e tal resposta vale para o quê, como, quando, onde ou por quê?</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Dia</span></strong> desses fui ao banco. <strong><span style="color: #808080;">No</span></strong> caixa automático a responsável  ajudou-me a pagar um boleto de cartão de crédito [não antes de se tentar desenrolar uma novela mexicana dentro do banco... ai meu deus, isso é politicamente correto? <strong><span style="color: #800080;">O </span></strong>que está nas entrelinhas??? Lacan explica?] . Pois bem. <strong><span style="color: #33cccc;">Confirmou</span></strong> o valor, por minha preguiça em colocar os óculos. <strong><span style="color: #ff00ff;">Estranhei</span></strong> dizendo que era bem menos. &#8221;Nâo, respondeu-me, este valor é o total&#8217;.<strong><span style="color: #00ff00;"> A canseira</span></strong>, preguiça ou conformismo da idade me faz desistir. <strong><span style="color: #ff6600;">Em</span></strong> casa, verifico que sim, eu estava certa e paguei quatro vezes o valor.  <strong><span style="color: #ff6600;">Ligo</span></strong> para ela. Responde: &#8216;Ah! então a senhora agora tem um crédito!&#8217;. Pois é. <strong><span style="color: #ff9900;">Agora</span></strong> tenho um crédito num cartão de crédito. <span style="color: #cc99ff;"><strong>Devo</strong></span> achar bom, então é isso? <strong><span style="color: #993366;">Neste</span></strong> caso o que espanta é a superficialidade dos atendimentos. <strong><span style="color: #99cc00;">Essa</span></strong> sensação de  &#8217;pois é&#8230;&#8217;  leviana, descomprometida, irresponsável. <strong><span style="color: #ff0000;">Sentimento</span></strong> de que ninguém liga para nada. </p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">Um <em>garçon</em></span></strong> derrubou caldo quase fervendo na perna de minha filha. Pois é.</p>
<p>Pois é. <strong><span style="color: #0000ff;">Agora </span></strong>também é comum a pessoa dar um prêmio para ela própria.<strong><span style="color: #33cccc;"> A gente</span></strong> é convidada para algo e a pessoa premia a si própria. Isso mesmo. <strong><span style="color: #99cc00;">O  instituto</span></strong>, a fundação, a mulher, o marido, a filha, o filho. Coisas absínticas. <span style="color: #993300;"><strong>A nova</strong> </span>ética do século XXI. Coisinhas voláteis.</p>
<p><strong>ouça:</strong>  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tkJNyQfAprY">http://www.youtube.com/watch?v=tkJNyQfAprY</a></p>
<p><strong>imagem:</strong> Humphrey Bogart, by Karsh</p>
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		<title>&#8230;mania de felicidade[2].</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 15:15:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#8230; longe de mim parecer simplista no felicidade[1]; mas a exaustão de discursos, estes sim, simplistas. a gente sai por aí e a superficialidade de análises é estarrecedora. Luiz Felipe Pondé  é cáustico e realista em seu artigo [FSP,7/3/11]. http://sergyovitro.blogspot.com/2011/03/luiz-felipe-ponde-deus-me-livre-de-ser.html 
lembro desabafos de meus filhos, irados comigo, em momentos extremos de lucidez diante de um mundo um tanto além do reino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-626" title="1299210700_large-image_jean_paul_riopelle_descriptif_1959_001_oil_painting_large" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2011/03/1299210700_large-image_jean_paul_riopelle_descriptif_1959_001_oil_painting_large.jpg" alt="1299210700_large-image_jean_paul_riopelle_descriptif_1959_001_oil_painting_large" width="279" height="244" /> &#8230; <strong>l</strong>onge de mim parecer simplista no felicidade[1]; mas a exaustão de discursos, estes sim, simplistas. a gente sai por aí e a superficialidade de análises é estarrecedora. <strong>L</strong>uiz Felipe Pondé  é cáustico e realista em seu artigo [FSP,7/3/11]. <a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2011/03/luiz-felipe-ponde-deus-me-livre-de-ser.html">http://sergyovitro.blogspot.com/2011/03/luiz-felipe-ponde-deus-me-livre-de-ser.html</a> </p>
<p><strong>l</strong>embro desabafos de meus filhos, irados comigo, em momentos extremos de lucidez diante de um mundo um tanto além do reino da Dinamarca. <strong>M</strong>inha filha, em Berlim ocidental, dias após a queda do muro, foi visitar parentes de sua amiga no lado oriental. <strong>q</strong>ue experiência! <strong>l</strong>igou-me no retorno ao ocidente, aos prantos, bendizendo sua vida brasileira, mas irritada comigo por incentivá-los a conhecer o mundo. <strong>o</strong> outro lado de tudo diante de nossa tosca mas feroz realidade. <strong>c</strong>onversamos quase 1 hora, cada uma num lugar do planeta e eu pedi a ela um pedaço do muro que fazia parte de minha história. <strong>s</strong>empre paguei para ver. <strong>e</strong> isso tem preço. <strong>a</strong> liberdade, a escolha tem um valor que cada um quantifica como quer. <strong>c</strong>omo diz Pondé, &#8216;quem quiser ser livre, que aguente a insegurança da liberdade&#8217;.    </p>
<p><strong> e</strong>  uma amiga: é impossível ser feliz neste mundo. <strong>p</strong>ara quem percebe todos os lados do planeta sim. <strong>é</strong> impossível.  <strong>p</strong>ersegue-se estar bem, minimizando à nossa volta, a pobreza geral. <strong>p</strong>obreza de tudo, muito além da fome física, a começar pelo conhecimento &#8211; aquilo que ninguém nos tira. <strong>p</strong>equenez face ao assombro do planeta.       </p>
<p><strong>&#8230;m</strong>e sinto próxima da teoria da conspiração. <strong>m</strong>e sinto navegar entre ela, ancorando aqui ou ali, em portos que me abrigam temporariamente; <strong>n</strong>a ilusão de serenidade, de tranquilidade, de bem estar.  <strong>l</strong>ogo outra tempestade se aproxima e aprende-se a sobreviver e ser feliz nos intervalos, talvez mais longos, mas não menos intensos. <strong>a </strong>idade cria espaços de resguardo, casulos convenientes, isolamento ou distância protetoras.    </p>
<p>&#8230;<strong>a</strong>guardo o jornal com ansiedade, quero saber, a cada dia, o que acontece. <strong>v</strong>ou direto ao caderno Mundo e ali [não me odeio] mergulho em outras realidades, de irmãos desconhecidos mas gente como eu. <strong>g</strong>ente de terras milenares das quais tribos foram excluídas. <strong>g</strong>ente de terras em que mapas foram desenhados e repartidos em linhas retas em mesas de colonizadores [os infográficos dos jornais evidenciam isso todos os dias, mas o olhar ligeiro não vê  -  e se tribos foram divididas ao meio, quem se importa?]</p>
<p><strong>g</strong>ente destemida que larga o nada que possui e se atira ao mar em barcos frágeis. <strong>g</strong>ente ninguém, sem nome, sem papel, sem país. <strong>c</strong>om passado, história, raízes. <strong>A</strong>min Maalouf não gosta dessa noção de raízes. <strong>p</strong>refere  liberdade no mundo.</p>
<p><strong>f</strong>elicidade?<strong>   </strong></p>
<p><strong>[l</strong>embram-de um país chamado Tibet?]</p>
<p><strong>imagem:</strong> Jean-Paul Riopelle, anos 50.</p>
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		<title>&#8230;mania de felicidade.</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 00:57:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;não sei o que acontece, mas todos temos  neura de ser feliz. e ponto final. quem não é feliz, não tem cara de feliz ou não está exalando felicidade e bem estar não é aceito &#8217;socialmente&#8217;. estou certa? essa é minha percepção. ninguém tem tempo, paciência, tolerância com pessoas de mal com a vida, entediadas, raivosas, mal humoradas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-621" title="proteus_1984" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2011/03/proteus_1984.jpg" alt="proteus_1984" width="224" height="232" />&#8230;<strong><span style="color: #ff6600;">n</span></strong>ão sei o que acontece, mas todos temos  neura de ser feliz. e ponto final. <strong><span style="color: #0000ff;">q</span></strong>uem não é feliz, não tem cara de feliz ou não está exalando felicidade e bem estar não é aceito &#8217;socialmente&#8217;. <strong><span style="color: #99cc00;">e</span></strong>stou certa? <strong><span style="color: #ff00ff;">e</span></strong>ssa é minha percepção. <strong><span style="color: #0000ff;">n</span></strong>inguém tem tempo, paciência, tolerância com pessoas de mal com a vida, entediadas, raivosas, mal humoradas, depressivas&#8230; o que essas pessoas deveriam fazer? se esconder? <strong><span style="color: #008000;">f</span></strong>ugir?  <strong><span style="color: #ff6600;">f</span></strong>icar em casa isoladas, trancafiadas, presas  com seus demônios internos?  <strong><span style="color: #00ff00;">c</span></strong>laro, refiro-me a manifestações simples, longe de excessos.</p>
<p><strong><span style="color: #008000;">n</span></strong>estes tempos estressados todos temos o dia em que tudo dá errado e temos até que recomeçar&#8230;  <strong><span style="color: #808080;">c</span></strong>reio que o que desgasta é essa  &#8216;necessidade&#8217;  de dar certo, estar com boa aparência, de bem com a vida, ter sucesso, manter o sorriso, mesmo quando a alma chora. <strong><span style="color: #993366;">n</span></strong>ão há quem aguente!</p>
<p><strong><span style="color: #ff00ff;">a</span></strong>o menor sinal de [a]normalidade  [e o que é isso, afinal?] todos têm receita certa, mensagem adequada, e indicam depressa a melhor jnutricionista, terapeuta, psiquiatra, benzimento, acupunturista, e sei lá mais o quê&#8230;quando, o que se deseja é ser ouvido. <strong><span style="color: #0000ff;">a</span></strong>penas desabafar. <strong><span style="color: #ff6600;">o</span></strong>uvir é algo raro.</p>
<p><strong><span style="color: #ff9900;">c</span></strong>horar a morte ou perda de alguém é depressão. <strong><span style="color: #339966;">o </span></strong> resmungo sobre a vida..  e lá vem o conselho,  deixa quieto&#8230;mas, como extravasar? <strong><span style="color: #808000;">v</span></strong>azar emoções? <strong><span style="color: #ff0000;">t</span></strong>ranspirar sensibilidade? <strong><span style="color: #00ff00;">m</span></strong>anifestar amor? <strong><span style="color: #0000ff;">c</span></strong>arinho? </p>
<p><strong><span style="color: #339966;">e</span></strong>ssa <em>overdose </em>de perfeição mata&#8230; dilacera. <strong><span style="color: #99cc00;">a</span></strong>o mesmo tempo que a liberdade é um valor e a independência uma conquista, a superficialidade, a coisificação e a liquidez são características contraditórias e complexas que fazem sofrer.  <strong><span style="color: #ff6600;">e</span></strong>sse novo padrão é cansativo&#8230; a humanidade está na intuição, na emoção, na alegria e na tristeza.  <strong><span style="color: #3366ff;">t</span></strong>ambém na imperfeição.</p>
<p>&#8230; <strong><span style="color: #ff6600;">m</span></strong>odelos de bem estar, beleza, sucesso&#8230; livros, receitas&#8230; custe o que custar&#8230; atenção. <strong><span style="color: #99cc00;">o</span></strong>lhar os limites pessoais, as contradições, os paradoxos não fazem mal a ninguém&#8230; sempre é bom saber o que é ser feliz para você&#8230; lá&#8230; do fundo da alma.  </p>
<p><strong>imagem:</strong> Proteus, <a>Cy Twombly, 1984</a>.</p>
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		<title>&#8230;ansiedade.</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 01:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; quem não sente ansiedade nestes tempos insanos, mas excitantes? dia desses num lugar qualquer vi um jovem cujas pernas quase descolavam de seu corpo tanto pulavam&#8230; pernas inquietas e ansiosas. será que ele percebe sua ansiedade? creio que não.  
&#8230; demandas, solicitações, pessoas on-line conectadas em tempo integral, imersas, radioativas e etéreas. quem consegue viver assim? usando múltiplos meios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-617" title="Gaskell" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2011/02/Gaskell.jpg" alt="Gaskell" width="240" height="183" />&#8230; <strong><span style="color: #ff6600;">q</span></strong>uem não sente ansiedade nestes tempos insanos, mas excitantes? <span style="color: #99cc00;"><strong>d</strong></span>ia desses num lugar qualquer vi um jovem cujas pernas quase descolavam de seu corpo tanto pulavam&#8230; pernas inquietas e ansiosas. será que ele percebe sua ansiedade? <span style="color: #0000ff;"><strong>c</strong></span>reio que não.  </p>
<p>&#8230; <strong><span style="color: #33cccc;">d</span></strong>emandas, solicitações, pessoas on-line conectadas em tempo integral, imersas, radioativas e etéreas. <strong><span style="color: #ff00ff;">q</span></strong>uem consegue viver assim? usando múltiplos meios de comunicação ao mesmo tempo? <strong><span style="color: #808080;">o</span></strong> viver é um ato de estresse, salvo colocarmos limites claros e contundentes. <strong><span style="color: #993300;">l</span></strong>imites  em nosso tempo.  o tempo de cada um.  <strong><span style="color: #ff6600;">s</span></strong>em permitir invasões. <strong><span style="color: #3366ff;">e</span></strong>ssa vida transparente, aberta, sem privacidade tem suas desvantagens. <strong><span style="color: #ff00ff;">n</span></strong>ão há tempo para si mesmo. &#8216;<strong><span style="color: #99cc00;">s</span></strong>e dar um tempo.&#8217;</p>
<p><strong><span style="color: #00ff00;">t</span></strong>empo para estar a sós. <strong><span style="color: #00ff00;">l</span></strong>onge de imagens em movimento, tevê, computador, celular de qualquer tipo, horário&#8230; <strong><span style="color: #333399;">d</span></strong>eixar que o tempo se regule pela vontade, no silêncio ou barulho de si mesmo. <strong><span style="color: #ff00ff;">p</span></strong>ara muitos, esse ato é difícil. <span style="color: #993366;"><strong>p</strong></span>ensar ou estar em silêncio incomoda mentes inquietas, que procuram algo que não sabem o que é&#8230;  <strong><span style="color: #808000;">t</span></strong>ropeçam no que é exterior, se batem, caem. <strong><span style="color: #ff6600;">e </span></strong>deixam de lado a riqueza da alma que sabe tudo, embora contraditória, complexa, tão cheia de nós como os das redes.  <strong><span style="color: #0000ff;">m</span></strong>as sempre extraordinária. </p>
<p><strong><span style="color: #00ff00;">v</span></strong>iver.<strong><span style="color: #ff6600;">v</span></strong>iver é ser artista. <strong><span style="color: #0000ff;">e</span></strong> artistas não precisam ser ansiosos. <strong><span style="color: #ff6600;">n</span></strong>ão faz sentido&#8230; <strong><span style="color: #993300;">d</span></strong>ia desses li um texto tão amargo, tão de mal com a vida, tão raivoso. <strong><span style="color: #ff6600;">a</span></strong>rtistas criam, liberam, expressam, interpretam.</p>
<p><strong><span style="color: #808080;">d</span></strong>ia desses, aqui e ali&#8230; a gente vê, sente, olha, saboreia muitas coisas&#8230; enquanto alguns odeiam. <strong><span style="color: #800000;">s</span></strong>entem raiva, inveja, sede de poder. <strong><span style="color: #3366ff;">s</span></strong>entem raiva dos que são&#8230; e se corroem para ser&#8230; <strong><span style="color: #ff6600;">e</span></strong> por aqui ou por ali a ansiedade permeia o cotidiano como vapor que se infiltra pelo ambiente. <strong><span style="color: #0000ff;">q</span></strong>uerendo ser disfarçado.</p>
<p><strong><span style="color: #99cc00;">a</span></strong>nsiedade  não é sofrer antes da hora? <strong><span style="color: #ff6600;">s</span></strong>ofrer por antecipação? <strong><span style="color: #008000;">t</span></strong>er expectativas muitas vezes equivocadas? <strong><span style="color: #ff6600;">n</span></strong>ão se pode prever o futuro. <strong><span style="color: #339966;">m</span></strong>as se pode praticar, por muitos meios, técnicas, exercícios a consciência do estado de ansiedade e com isso atenuá-la, senão até mesmo afastá-la. </p>
<p><strong>imagem:</strong> anna gaskell, untitled, 1996.</p>
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		<title>&#8230;curitiba.</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Jan 2011 16:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[ouça: beatriz, milton nascimento. http://www.youtube.com/watch?v=rypL0El5k1I
&#8230; curitiba hoje. afinal, quem somos nós, os curitibanos? curitiba é uma nova  atmosfera, ambiente, espaço. cresceu, evoluiu, modernizou-se. tem ares de cidade cosmopolita, contemporânea, dona de seu tempo, com resquícios provincianos. a cidade mais ‘europeia’ do Brasil, a cidade limpa com projetos inovadores em urbanismo. rua das flores, boca maldita, ciclovias, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ouça:</strong> beatriz, milton nascimento. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rypL0El5k1I">http://www.youtube.com/watch?v=rypL0El5k1I</a></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-609" title="memorial-fotos" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2011/01/memorial-fotos.jpg" alt="memorial-fotos" width="235" height="188" />&#8230; <strong><span style="color: #ff6600;">c</span></strong>uritiba hoje. afinal, quem somos nós, os curitibanos? <span style="color: #008000;"><strong>c</strong></span>uritiba é uma nova  atmosfera, ambiente, espaço. <strong><span style="color: #0000ff;">c</span></strong>resceu, evoluiu, modernizou-se. <span style="color: #ff00ff;"><strong>t</strong></span>em ares de cidade cosmopolita, contemporânea, dona de seu tempo, com resquícios provincianos. <span style="color: #99cc00;"><strong>a </strong></span>cidade mais ‘europeia’ do Brasil, a cidade limpa com projetos inovadores em urbanismo. <span style="color: #33cccc;"><strong>r</strong></span>ua das flores, boca maldita, ciclovias, jardins ambientais. <span style="color: #800000;"><strong>P</strong></span>aulo Leminski.</p>
<p><span style="color: #993366;"><strong>a </strong></span>curityba viva das carrocinhas e charretes que compartilham espaço com ônibus bi-articulados&#8230; da rua da liberdade, atual  barão do rio branco. <span style="color: #0000ff;"><strong>d</strong></span>a tradição das etnias -suas danças e folclores, histórias que se amam contar;  seus parques temáticos. <span style="color: #00ff00;"><strong>c</strong></span>idade sorriso das áreas verdes preservadas, dos estudantes, do ligeirinho, das pessoas críticas, crenças e mitos que a <em>intelligentsia</em> adora discutir. <span style="color: #993300;"><strong>c</strong></span>idade curiosa, construída, longe do mar. <span style="color: #800080;"><strong>c</strong></span>uritiba incoerente, contraditória, vila e metrópole. <span style="color: #808000;"><strong>d</strong></span>as quatro estações. <strong><span style="color: #3366ff;">d</span></strong>os catadores de papel - os carrinheiros, às zonas industriais carrega pelas ruas e bairros pessoas vivas,  pobres e ricas no sentido mais amplo que se possa interpretar.</p>
<p>&#8230;<strong><span style="color: #ff6600;">o</span></strong> que faz essa cidade ser diferente? <span style="color: #ff00ff;"><strong>s</strong></span>er ela mesma? com seu jeito característico que cada um define como quer?  <span style="color: #99cc00;"><strong>q</strong></span>ual é a sua cara? <span style="color: #33cccc;"><strong>p</strong></span>or que ninguém sorri nesta cidade?, me perguntou um professor gaúcho. <span style="color: #008000;"><strong>p</strong></span>or que as pessoas não se cumprimentam nos elevadores?  <strong><span style="color: #808000;">p</span></strong>or que no meio do evento nos convidam para almoçar, visitar e depois nunca mais&#8230;? <strong><span style="color: #33cccc;">s</span></strong>eriam tímidos, frios, sérios, antipáticos?  <span style="color: #0000ff;"><strong>h</strong></span>á uma cara?</p>
<p><strong><span style="color: #808080;">c</span></strong>uritiba, cidade amada, criticada, modelo de tanta coisa, cidade positiva e negativa&#8230; ela mesma. <strong><span style="color: #ff6600;">c</span></strong>om sua personalidade meio estranha, meio excêntrica, meio de tudo um pouco. <strong><span style="color: #cc99ff;">c</span></strong>aldeirão efervescente da diversidade.</p>
<p><span style="color: #99cc00;"><strong>q</strong></span>uem são essas pessoas, os curitibanos (ou não?!) que caminham pelos bosques, passeiam pelas ruas, trabalham desde o amanhecer enquanto outros atravessam noites em bares e baladas?</p>
<p>&#8230;<strong><span style="color: #339966;"> i</span></strong>guais, mas diferentes. diferentes, mas iguais. <span style="color: #cc99ff;"><strong><span style="color: #ff0000;">d</span></strong></span>as favelas e seus varais coloridos por roupas lavadas, dos edifícios sem muita personalidade, dos cafés, bares e restaurantes com estilo. <span style="color: #ff00ff;"><strong>d</strong></span>as comidas e feirinhas noturnas espalhadas que reúnem as gentes.  <span style="color: #008000;"><strong>c</strong></span>omo toda província, cidade, megalópole.</p>
<p><strong><span style="color: #00ff00;">c</span></strong>omo definir o indefinível múltiplo, líquido que se transforma, por isso mesmo interessante? <span style="color: #0000ff;"><strong>c</strong></span>omo interpretar aquilo que é variável, (in)consistente, nunca perene, mas sempre pulsante?</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">&#8230;curitibanos&#8230;  <span style="color: #ff6600;">quem</span></span> <span style="color: #ff00ff;">somos </span><span style="color: #33cccc;">nós?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>imagem:</strong> memorial de curitiba</span></p>
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		<title>Fundação Cultural de Curitiba</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2011 00:47:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que assumi a Presidência  da  Fundação Cultural de Curitiba [FCC] minha vida virou do avêsso. Dias sossegados  se evaporaram. E eu, inocente,  pensava que eram tempos agitados&#8230; Uma longa lista de pedidos de agenda que quero, mas não consigo sequer instantes para atender.  Agenda espremida sem espaços previstos para a longa e profunda respiração. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-603" title="LW409" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2011/01/LW409.jpg" alt="LW409" width="234" height="215" />Desde que assumi a Presidência  da  Fundação Cultural de Curitiba [FCC] minha vida virou do avêsso. Dias sossegados  se evaporaram. E eu, inocente,  pensava que eram tempos agitados&#8230; Uma longa lista de pedidos de agenda que quero, mas não consigo sequer instantes para atender.  Agenda espremida sem espaços previstos para a longa e profunda respiração. Telefonemas para retornar. Comentários, contatos no Facebook que tento dar atenção. Ver, deletar, responder, excluir e-mails, mensagens por todos os meios. Internas e externas.</p>
<p>Em meio ao caos da comunicação instântanea, dois celulares [?! como se um já não bastasse para nos levar à loucura], elaborar um planejamento focado [foco, foco, foco, diz César Souza], administrar o tempo, otimizar a comunicação em reuniões produtivas, delegar, acompanhar, ser proativa [sem se deixar embaraçar pelos meandros da reatividade], ler projetos, propostas, contratos, decretos, leis, assinar e assinar&#8230;  motivar, buscar resultados qualitativos e quantitativos.</p>
<p> Cuidar da saúde. Da alimentação. Manter a ioga. Ter serenidade. Discernimento. Compreensão&#8230; em meio a milhares de  idéias que transpiram&#8230; vivas e [im]pertinentes. Ousadas e insolentes. Alegres e saborosas.</p>
<p>Meus filhos. Minha nova casa [onde já moro]  em processo de finalização.</p>
<p>Cultura e arte. A amplitude e abrangência do tema: Cultura. Filosofar sobre ela, essa cultura que se faz presente em todo e qualquer espaço e lugar. Artistas, produtores, gestores dessa oficina permanente e buliçosa que é o fazer artístico. Criação e criatividade entrelaçadas navegando em mares revoltos. Idéias, idéias e idéias que chegam por todos os lados.Os problemas de sempre que envolvem a cultura; orçamentos curtos para o tamanho dos desejos.  Aí se instala o desafio. Fazer acontecer. Em meio a intempéries, pessoas que querem realizar, produzir,  mobilizar, incluir.</p>
<p>Ousar; é preciso.</p>
<p><strong>imagem:</strong> Bond of Union, 1956,  M.C. Escher.</p>
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		<title>&#8230;logo mais, um instante.</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 23:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[ouça:Va pensiero, G. Verdi. http://www.youtube.com/watch?v=7K68tdN3fYw&#38;feature=related 
&#8230; escuto a gota d&#8217;água que toca o telhado. Aquieto-me. Escuto pássaros que buscam refúgio em seus ninhos entre pios fatigados. A tarde cai. O entardecer é lento, preguiçoso. Como meu coração neste instante. O silêncio oscila entre ruídos mágicos. Me encolho, me apequeno. A tarde parece sempre tombar&#8230; enquanto o amanhecer resplandece revigorante. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ouça:Va pensiero, G. Verdi.</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7K68tdN3fYw&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=7K68tdN3fYw&amp;feature=related</a> </p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-596" title="CommingSoon1" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2010/12/CommingSoon1.jpg" alt="CommingSoon1" width="184" height="165" />&#8230; <strong><span style="color: #6747b7;">e</span><span style="color: #6747b7;">scuto </span></strong>a gota d&#8217;água que toca o telhado. <strong><span style="color: #6747b7;">A</span><span style="color: #6747b7;">quieto</span></strong>-me. <span style="color: #6747b7;"><strong>Escuto</strong></span> pássaros que buscam refúgio em seus ninhos entre pios fatigados.<strong><span style="color: #6747b7;"> A</span> </strong>tarde cai. <span style="color: #6747b7;"><strong>O </strong></span>entardecer é lento, preguiçoso<strong><span style="color: #6747b7;">. Como</span> </strong>meu coração neste instante. <span style="color: #6747b7;"><strong>O</strong></span> silêncio oscila entre ruídos mágicos. <span style="color: #6747b7;"><strong>Me</strong></span> encolho, me apequeno. <span style="color: #6747b7;"><strong>A </strong></span>tarde parece sempre tombar&#8230; enquanto o amanhecer resplandece revigorante. <span style="color: #6747b7;"><strong>O</strong></span> final da tarde molhado é melancólico. <span style="color: #6747b7;"><strong>Me</strong></span> alargo, respiro e sinto. <span style="color: #6747b7;"><strong>Olho</strong></span> a grama molhada e feliz. <span style="color: #6747b7;"><strong>Olho</strong></span> as árvores, os roxos de flores que amo. <span style="color: #6747b7;"><strong>Sinto</strong></span> o perfume da terra úmida. <span style="color: #6747b7;"><strong> O</strong></span> chá de  jasmim me aguça os sentidos.  <span style="color: #6747b7;"><strong>O </strong></span>som de Verdi, entre suave e dramático, pouco distante  de meus ouvidos é expressivo: &#8216;<span style="color: #6747b7;"><strong>Va</strong></span> pensiero&#8217;.  <span style="color: #6747b7;"><strong>Nuvens</strong></span> cinzas dançam, se des-encontram, voam, sem  oferecer chance ao azul infinito. <span style="color: #6747b7;"><strong>O</strong></span> coro  segue&#8230; <span style="color: #6747b7;"><strong>Lembro</strong></span> o filme de Carlos Saura : &#8216;Tango&#8217;. <span style="color: #6747b7;"><strong>Os</strong></span> passos, a voluptuosidade, a música sensual. <span style="color: #6747b7;"><strong>O</strong></span> <em>crescendum</em>&#8230; nada a ver com a doce magia dos pingos da chuva, garoa complascente. <span style="color: #6747b7;"><strong>Memórias</strong></span>, lembranças; resgates. <span style="color: #6747b7;"><strong>Sem</strong></span> piedade e com ternura. Sincrônicos. Dissonantes. Internos. <span style="color: #6747b7;"><strong>Na </strong></span>imobilidade corporal. <span style="color: #6747b7;"><strong>Na</strong></span> fadiga do pensamento. <span style="color: #6747b7;"><strong>No</strong></span> vazio do momento que não esgota .<span style="color: #6747b7;"><strong> Perene</strong></span>, infinito, abrangente. <span style="color: #6747b7;"><strong>Frágil</strong></span> instante fugaz.  <span style="color: #6747b7;"><strong>A </strong></span> janela se fecha na rotina cotidiana. <span style="color: #6747b7;"><strong>A </strong></span>cortina desce sonolenta. <span style="color: #6747b7;"><strong>Barulhos</strong></span>, aqui, ali&#8230; inação. <span style="color: #6747b7;"><strong>E</strong></span> a noite se faz gente.</p>
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		<title>&#8230;mãos de fada.</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Oct 2010 01:57:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[ouça:  Arvo Pärt, Cantus in Memory of Benjamin Britten. http://www.youtube.com/watch?v=e348n660zrA&#38;feature=related
&#8230; tocar alguém é manifestação de sentimento. O toque revela cavernas da alma. Iluminadas ou sombrias. O modo de tocar transmite ansiedade, amor, carinho, desprezo, agressividade, mal-estar ou desconforto. Uma pessoa gélida ou caliente. Alguém que não suporta nos tocar; é mais do que ela pode.
Estes pensamentos surgiram num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ouça:  </strong>Arvo Pärt, Cantus in Memory of Benjamin Britten. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=e348n660zrA&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=e348n660zrA&amp;feature=related</a></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-583" title="S988" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2010/10/S988.jpg" alt="S988" width="183" height="256" />&#8230; tocar alguém é manifestação de sentimento. O toque revela cavernas da alma. Iluminadas ou sombrias. O modo de tocar transmite ansiedade, amor, carinho, desprezo, agressividade, mal-estar ou desconforto. Uma pessoa gélida ou <em>caliente</em>. Alguém que não suporta nos tocar; é mais do que ela pode.</p>
<p>Estes pensamentos surgiram num dia de massagem. Já fiz massagem pelo mundo onde passei. De Tokyo, Nagoya, navio pelo Caribe, Ottawa  a um <em>resort</em> à beira do Mar Morto na Jordânia  até minha cidade, Curitiba,  já  me submeti a muitas massagens e diferentes técnicas. Nada mais relaxante. Hoje mantenho massagem como tratamento de saúde contra a ansiedade e o estresse cotidiano. Não abro mão.  E se fico algumas semanas sem fazer meu corpo se ressente, músculos começam a enrijecer, a cervical tensiona e &#8216;quase&#8217;  é preciso recomeçar do início o que parece redundante.</p>
<p>Dia desses a massagista era uma jovem promissora em sua profissão. Tinha o dom do toque. As mãos e a pele suaves sabiam o que fazia tecnicamente; mas sua juventude ansiosa e impaciente tornavam os gestos entrecortados. Era como se freasse um carro de soco, abruptamente. O gestual não finalizava o movimento; pelo contrário. Parava de modo súbito e&#8230; recomeçava.</p>
<p>O crítico de música Zuza Homem de Mello ensina que uma boa voz tem alguns &#8216;enta&#8217;. Lembro de Chavela Vargas. E pensei que uma massagista também precisa de maturidade. Maturidade nos dedos, no toque, na paciência, no silêncio interior e exterior, na individualidade, na sabedoria ao usar técnicas mescladas.</p>
<p>Massagem é um ritual. Silêncio obrigatório, obscuridade, música em intensidade adequada, aromas, óleos, tecidos agradáveis e conforto total. E mãos de fada. Mãos que conhecem meridianos, órgãos, tensões, músculos. Mãos que sabem dosar a pressão nos pés, na cervical, nas costas. Uma pessoa que compreenda que  a cabeça se une ao corpo pelo pescoço e, portanto, não o deixa de lado. Massagem requer um profissional que conhece e estuda o corpo e sabe o que cada dedo do pé significa apenas pelo olhar. Jovens imaturos ansiosos para olhar <em>smart phones</em> não conseguem repassar a  tranquilidade necessária; ainda que as mãos sejam de fada.</p>
<p>É preciso alguns anos de experiência, vivência e idade  para se obter harmonia gestual no toque da massagem. Um movimento contínuo que não se interrompa, pelo contrário, seja alongado, extensivo e a finalização encerre uma etapa ritualística e sagrada.  O corpo é sagrado. Como a árvore da vida. E não é qualquer um que pode ou sabe tocá-lo com sabedoria.</p>
<p>Massagem é um tratamento, um processo de cura, um longo processo de percepção e sensação. Como o ioga ou o <em>tai chi chuan </em> é um caminho&#8230; uma peregrinação de conhecimento corporal,  mental, espiritual.  Um conhecimento profundo sobre a respiração e sua relevância na saúde geral. Uma meditação. E um pequeno passo&#8230;</p>
<p>Nem todos estão preparados para caminhar.</p>
<p> <strong>imagem:</strong> <em>La main de Dieu by Rodin</em>, 1896.</p>
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		<title>&#8230;quatis.</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 19:16:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[ouça Eric Satie, The colors of autumn, Gymnopedie, no.1:  http://www.youtube.com/watch?v=atejQh9cXWI
&#8230;em meio a estes dias turbulentos para os políticos, exaustivo para os eleitores, em clima de final de ano para os que trabalham, um dia de sol tornou meu cotidiano diferente. 
Se olharmos o mapa de Curitiba, o Hugo Lange, bairro em que moro, é  no centro da cidade. Pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff6600;"><span style="color: #000000;"><strong>ouça Eric Satie, The colors of autumn, Gymnopedie, no.1:  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=atejQh9cXWI">http://www.youtube.com/watch?v=atejQh9cXWI</a></strong></span></span></p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-577" title="quati" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2010/10/quati1.jpg" alt="quati" width="146" height="190" />&#8230;em</strong></span> meio a estes dias turbulentos para os políticos, exaustivo para os eleitores, em clima de final de ano para os que trabalham, um dia de sol tornou meu cotidiano diferente. </p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Se</span></strong> olharmos o mapa de Curitiba, o Hugo Lange, bairro em que moro, é  no centro da cidade. <strong><span style="color: #339966;">Pois</span></strong> é aí que aparece uma gorda quati no meu jardim, encarapitada por quatro ou cinco filhotes já em bom tamanho, quase matando a diarista de susto. <span style="color: #33cccc;"><strong>Ela </strong></span>já era minha conhecida; eu a vi numa noite subindo pelos ralos galhos de  uma quaresmeira depois de tentar encontrar algo na lata de lixo. <strong><span style="color: #cc99ff;">Desta</span></strong> vez, passou perto de mim, calmamente, e subiu pelo fino tronco de uma glicínia para alcançar o telhado. <strong><span style="color: #800000;">Lá </span></strong>ficou por um tempo, sem receio, como a esperar o inesperado.</p>
<p><strong><span style="color: #ffff00;"><span style="color: #808080;">Tentei</span> </span></strong>fotografá-la, mas não consegui. <strong><span style="color: #ff00ff;">Descobri </span></strong> impotente a minha fragilidade tecnológica. Busquei à minha volta desamparada!  <strong><span style="color: #ff0000;">O</span></strong>  celular velho, do qual já me desfiz tal a indignação naquele dia, a máquina sem bateria, ela também velhíssima com seus 3 anos de idade, apta para o lixo e  eu&#8230; sem a foto. Pode? <strong><span style="color: #ff00ff;">Que</span></strong> vergonha! </p>
<p><strong><span style="color: #003300;">O</span></strong> que fazer?  <strong><span style="color: #339966;">Chamar</span></strong> a quem? Prefeitura? Meio ambiente? Bombeiros? Zoológico? <strong><span style="color: #808000;">Quem </span></strong>poderia adentrar os labirintos de meu telhado para achar a família? <strong><span style="color: #00ff00;">Sim,</span></strong> agora descubro que era um casal, pois os filhos estão ali, mamíferos que são agarrados nas costas da mãe orgulhosa. <span style="color: #993300;"><strong>Bem</strong> </span>que escutei barulhos estranhos nestes últimos dias de vento. Olha só! Uma família aninhada sob telhas ou em algum ninho que desconheço.<span style="color: #cc99ff;"><strong> Alimentam-se</strong> </span>de minhocas, insetos, frutas, ovos, legumes e gostam de lagartos.  <strong><span style="color: #0000ff;">Dormem </span></strong>no alto de árvores enrolados como bolas e não saem antes do amanhecer; <strong><span style="color: #ff9900;">são </span></strong> diurnos ensina o wikipédia.</p>
<p><span style="color: #808000;"><strong>Que </strong></span>leveza! Contar durante o dia o surgimento de uma quati mãe. <strong><span style="color: #ff6600;">Assunto</span></strong> ameno, curioso, inusitado. <strong><span style="color: #808080;">Nada </span></strong>de dinheiros em sapatos, depósitos desconhecidos, reuniões que ninguém lembra mesmo se ter Alzheimer. [Sou jovem!] <strong><span style="color: #00ff00;">mas</span></strong> lembrei de quando menina, trepada em árvores pela fazenda encontrando animais esquisitos; foi ontem mesmo! <strong><span style="color: #99cc00;">E </span></strong>isso me fez pensar que o tempo &#8211; esse que não mensuramos pois sua escala  é mágica - , passa. <strong><span style="color: #33cccc;">E </span></strong>as boas lembranças ficam cada vez mais  iluminadas pelos desvios da memória que inebria.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8230;meu país.[2]</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 01:04:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;queria  me distanciar de política, mas não consigo. O que leio nos jornais? Opiniões de jornalistas em quem confio iniciando por política internacional. Os arranjos de poder &#8216;no e do&#8217; mundo.  E então Brasil político, cultural, cotidiano e mercado.
O que sempre fiz primeiro e custei a perceber? Descartar o caderno de esportes. Sorry! Nem um de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-564" title="mikimoto-cultured-pearl-necklace" src="http://andradevieira.com.br/BLOG/wp-content/uploads/2010/10/mikimoto-cultured-pearl-necklace.jpg" alt="mikimoto-cultured-pearl-necklace" width="137" height="154" />&#8230;queria  me distanciar de política, mas não consigo. O que leio nos jornais? Opiniões de jornalistas em quem confio iniciando por política internacional. Os arranjos de poder &#8216;no e do&#8217; mundo.  E então Brasil político, cultural, cotidiano e mercado.</p>
<p>O que sempre fiz primeiro e custei a perceber? Descartar o caderno de esportes. <em>Sorry!</em> Nem um de meus filhos é apaixonado pelo tema, como poderiam? </p>
<p>Num ciclo de palestras  em São Paulo, um embaixador do Brasil que esteve por anos na região do Magreb explicava que lá fora, o olhar para as pequenas coisas evidenciam sutilezas significativas.  Uma notícia local como 800 rebeldes se insurgindo contra o poder, presentes na região central da cidade, incidente com mortes etc., poderia não aparecer no <em>clipping</em> da embaixada em nenhum jornal, salvo minúscula nota  no &#8216;Le Monde&#8217; que o próprio embaixador localizou. Isso lhe dava a dimensão das notícias e da realidade pelo mundo. Quem só lê material editado como <em>clipping</em>&#8230;</p>
<p>Um militar, pai de uma amiga, dizia algo similar. Tudo está nos jornais, basta  apreender; querer ver. Enxergar entrelinhas, espaços, hipóteses que levam a induções ou deduções ao longo do  tempo. Nosso tempo é caracterizado pelas &#8217;suposições&#8217;, pelo  quase irritante &#8216;politicamente correto&#8217;, pela superficialidade no trato da questão pública entrelaçada com a privada.</p>
<p>Um pequeno detalhe nesta campanha me intrigou; bobagem, diriam alguns. O fato da candidata Dilma usar num dos primeiros debates um colar e brincos igual ao de Erenice Guerra. Jóia? Bijuteria? Ambas tinham as mesmas peças? Eram emprestadas de uma para outra? De quem para quem? Os marketeiros atentos a cada detalhe, postura, gestual, uso de vocubulário, posição de mãos, modo de olhar, expressões faciais, cores de vestuário&#8230; deixariam passar essse pequeno detalhe, totalmente expressivo? Claro que não. Dilma usou o colar e brinco que queria, então. Muito delicado para aquilo que ela é: assertiva, grande, forte, decidida, técnica, direta, curta&#8230; Muito delicado para aquilo que ela deveria parecer: &#8216;mãe&#8217; de todos, feminina, mulher, suave, calma, acessível, preparada, gestora eficiente&#8230; Como e por que aquele conjunto entrou em composição com o <em>tailleur</em> branco? Porque Dilma queria. Ou, os marketeiros pseudo competentes estariam na rua&#8230;   </p>
<p>Restam muitas perguntas para poucas respostas, embora um jornal tenha publicado foto de 1997 de Erenice já com o mesmo adorno. Muitos comentários em blogs.</p>
<p>Mas nesse adorno, nessa linguagem não verbal, nessa postura, nessa atitude, nesse posicionamento [consciente ou insconsciente para ser politicamente  excessiva], nessa narrativa assertiva, firme, de quem sabe o que quer e onde quer chegar estrutura-se uma comunicação, uma imagem, um visual, uma mensagem. Uma interpretação. Livre. Porém plena de significados, significantes, símbolos e signos. Ninguém usa, escolhe ou veste nada por acaso.</p>
<p><strong>divirta-se:</strong> <a href="http://www.chanel.com/">http://www.chanel.com/</a></p>
<p><strong>imagem:</strong> pérolas Mikimoto</p>
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