Segunda-feira, 11 Janeiro 2010
machupichu
…inebriante.
Estupendo! Arrasador! Machupichu incorpora as ruínas incas e vai além… muito além. A natureza é estarrecedora. Cordilheiras, nuvens cinzentas que se misturam ao céu abaixo de nossos olhos, picos, as pedras da arquitetura inca que vieram de longe (como trouxeram?), o avanço evidente da cultura inca. A magia que a atmosfera das alturas nos oferece. Os rituais que quase podemos ver, as crenças positivas. O sagrado presente. Na cidade ou “Águas Calientes” como também é chamado o lugar, um rio devastador leva consigo pensamentos de turistas do mundo inteiro. Admirados todos olham. Águas que alimentam o Amazonas, cor de barro, furiosas parecem levar junto tudo que encontram pela frente em contraponto à placidez das alturas.
O verde da Floresta Amazônica tem aqui uma de suas portas de entrada, o cinza do céu romântico mesclado com nuvens que dançam de um lado para outro, o marrom de um rio, o verde transparente de outro mais calmo, tranquilo em seu caminho. Uma ponte. Muitas pontes. Trilhas incas com pedras e musgos milenares. Uma pitada de chuva que vem e vai. Precipícios e terraços. Lhamas que passeiam calmas. Composiçao impressionista real à nossa frente. Em movimento. Podemos tocar. Podemos sentir. Sensaçoes.
Conheço alguns lugares onde a natureza resplandece. Mas esta mistura de natureza respeitada pela obra inca, perfeita harmonia, é uma obra de arte natural. Única. Um lugar impossível de descrever, filmar, fotografar. Nada pode expressar o que sentimos diante deste espetáculo natural em 360 graus. Magia pura. Feitiço que arrefece.
É preciso dormir. Apesar da beleza.
(…continuo em teclados estranhos).
imagem: maria christina, machu pichu, 2010








Deixe comentário