Segunda-feira, 26 Abril 2010
O papel no chão
quer escutar? http://www.youtube.com/watch?v=Q721mactHLQ
Um presidente de empresa tem uma tese para avaliar funcionários. Homem empreendor, galgou escadas by himself, pela sua visão de oportunidades, trabalho com afinco e excelência . Sua teoria é a seguinte. Ele deixa um minúsculo, mas visível papel no chão em frente à sua mesa, de modo que qualquer pessoa que vá à sua sala possa enxergar. Quando alguém entra, ele observa.
Considera três atitudes habituais. Numa delas, a pessoa vê, se abaixa, pega o papel e olha à procura de uma lixeira para jogar. Em outra, a pessoa vê, mas caminha em direção à mesa dele como se não tivesse visto, ou seja, passa por cima do papel. E na última, a pessoa vê, contorna para não pisar e se aproxima da mesa.
Imagine qual delas ele contrata, oferece promoção, estimula a carreira? A primeira, claro. A pessoa é atenta ou observadora, sensível, cuidadosa, comprometida, pró-ativa, responsável mesmo com o que não lhe diz respeito e tantas coisas mais. Tudo isso? Não sei com certeza, mas eu também contrataria essa! E agregaria com facilidade muitas qualidades ou características que me fariam optar por esse perfil. Empresas e chefias necessitam de pessoas atentas. Aquele que ’simula ou finge não ver’ esboça determinados comportamentos ou jeito de ser. E o que desvia… prefiro me abster de comentar. Obviamente nenhum chefe ou presidente sai por aí falando que isso acontece, mas na prática, sempre falo que o mundinho empresarial é cruel; o mercado é cruel.
A competitividade é agressiva e esse presidente a que me refiro é um vencedor naquilo que faz. Não há outro modo de sobreviver. Os profissionais precisam dar resultados, ser proativos, avaliar sua performance. Como? Uma boa avaliação de potencial faz diferença no projeto de carreira. Ela sinaliza pontos a desenvolver e uma pessoa consciente de suas fragilidades e pontos fortes lida melhor diante de diferentes situações. Também se pode buscar aprimoramento em palestras, cursos, treinamentos, leituras, idiomas, viagens, etc. Isso tudo junto oferece mais segurança, assertividade, motivação. Alguém está sempre competindo com alguém e um só será escolhido.
Alguns profissionais não querem ouvir, perceber. Muitos sinais são dados com clareza sobre sua atitude, postura, comportamento, personalidade. Mas sempre é mais fácil culpar ou responsabilizar outros incluindo o próprio chefe pelo seu jeito de ser; difícil de evoluir, mudar e, sobretudo, escutar. Aprender, desenvolver-se, amadurecer na profissão, nem pensar! Aí, o papel no chão diz a que veio.
imagem: Piet Mondrian








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