Sábado, 1 Maio 2010

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Philip GlassUm pouco de Philip Glass…  Fronteiras do Pensamento POA:  http://www.youtube.com/fronteiraspoa#p/u/10/vy00Mg9VjOw

Conheci o Philip Glass, quero dizer, sua música, nas andanças da vida e me apaixonei de imediato. Ao passar por  New York no ano 2000, por acaso li uma acanhada nota sobre um concerto especial;  mudei a data de minha viagem para ter o privilégio de assistir a um concerto comemorativo da virada do milênio numa sala do Brooklyn com o mestre presente e  dois corais, um deles um Coral do Brooklyn (em algum lugar devo ter o programa queme fez chorar) . Estava emocionada.

O repertório composto em 1999 para as festividades do ano 200o com vasta e longa pesquisa do compositor resultou na “Sinfonia no. 5 [Requiem, Bardo,  Nirmanakaya]“.  A Sinfonia foi concebida para o Festival de Salzburg como ponte entre o passado, presente e futuro. O passado representado no ‘Requiem’  envolvendo 9 movimentos até a ‘Morte’. O presente no ‘Bardo’ expressando in-between e culminando com o renascimento como manifestação de iluminação no ‘Nirmanakaya’.  Junto com  James Parks Morton e Kusumita P. Pedersen elaborou um texto vocal que começa antes da criação do mundo, passa pelo paraíso e encerra com uma dedicação ao futuro. Optaram por apresentar textos originais (grego, hebraico, sânscrito, arábico, chinês, japonês e linguagens indígenas) convertidos para o inglês. A obra é preciosa. 

Capas que mantém o idioma original em doze mini álbuns, edição primorosa, acompanham o CD, além de um folder explicativo de uma obra densa de significado e simbologia. Um dos mais influentes compositores do século XX, considerado  minimalista por alguns, rejeita o rótulo e se diz  alguém que ‘repete as mesmas estruturas’; com repertório eclético compôs óperas, concertos, sinfonias, música para filmes, quartetos, solos.

A lista de artistas geniais com quem trabalhou é admirável: Richard Serra, Chuck Close, David Bowie, Doris Lessing, Martin Scorsese, Ravi Shankar, Allen Ginsberg, Brian Eno, Laurie Anderson, Paul Simon, Woody Allen… chega? Tem outros.

para saber e ouvir: http://www.philipglass.com/

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